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    COMUNICAÇÃO POLÍTICA E A REELEIÇÃO.

    Por Fábio Gomes em 28 de agosto de 2017

    A comunidade de ratos, eventual e tragicamente, era invadida por um gato. E o gato sempre ceifava algum ratinho. A comunidade se reuniu para a definição de um plano de prevenção. Alguns jovens ratinhos inovadores criaram um plano mirabolante, algo jamais visto. A tecnologia inventada consistia em uma coleira com um sino, que deveria ser colocada no gato. Na medida em que o gato se aproximasse na comunidade de ratos, o badalo do sino serviria de alerta para os ratinhos, que se esconderiam. Um dos poucos ratos anciões, no fundo da pequena gruta, observava o entusiasmo da comunidade com a inovação. O ancião pediu a palavra… enquanto os ratinhos mais jovens cochichavam… “lá vem o desmancha-prazeres!”. O ancião relatou as vantagens do método inovador, mas apresentou uma questão essencial para o sucesso da estratégia: “Quem colocará a coleira com sino no gato?”. Foi assim que mais uma ideia mirabolante se foi por terra…

    Ouvi essa história de um sábio consultor jurídico em uma dessas muitas reuniões de estratégias de comunicação. Retrata com certa precisão as múltiplas soluções tecnológicas apresentadas para campanhas eleitorais. A insegurança do momento político cria muitas demandas de soluções para estratégias eleitorais para 2018. Entrevista do consultor Guillaume Liegey, um dos estrategistas do presidente francês Emmanuel Macron, celebrado em todo mundo político (inclusive em conversas com políticos brasileiros), lança luz ao afastamento entre políticos e eleitores. O sucesso da campanha de Macron, segundo Liegey, foi o contato direto com eleitores por milhares de voluntários  – modelo trazido da campanha de Obama, onde Guillaume Liegey atuou como voluntário. Perguntado sobre as redes sociais, foi categórico: “Elas unem os voluntários, criando uma mobilização extra. E são uma fonte de dados importante. Mas hoje não sabemos se elas são efetivas para mudar a opinião das pessoas.”.

    Senhores políticos que buscam a reeleição, não abram mão dos sapatos confortáveis para percorrer longas distâncias. Tecnologias têm soluções encantadoras, mas não superam muitas estratégias tradicionais de pesquisa, segmentação, comunicação e treinamento de voluntários. No mais, sempre haverá propostas mirabolantes sem que haja responsáveis por colocar a coleira no gato!

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    Fábio Gomes
    Fábio Gomes
    Doutor em Ciência Política pelo IESP/UERJ, mestre em Comunicação Social e professor universitário. Trabalhou por 17 anos como jornalista de O Globo, onde criou e coordenou em 2014 o Núcleo de Jornalismo de Dados. É especialista em análise de dados e pesquisas quantitativas. Entre 2017 e 2018, foi coordenador-adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ, onde foi também pesquisador do Congresso em Números

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