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    ​A DURA MISSÃO DE ALGUMAS APRESENTAÇÕES DE PESQUISA

    Por Fábio Gomes em 22 de setembro de 2017

    Ao entrar na sala de reunião ainda vazia, o analista do instituto de pesquisa observava a sofisticação do ambiente e a vista encantadora. Antes da chegada da equipe da instituição, o analista preparava os detalhes da apresentação e testava a projeção dos resultados na tela imponente. Tudo testado, pediu permissão para que pudesse abaixar as persianas, de modo que a vista encantadora não disputasse atenção com os resultados que seriam projetados. Experiente, elaborou uma apresentação em tópicos gerais, com duração de 10 minutos – após o 11º minuto, a chance de um ASPONE cochilar é grande. Mas deixava minimizado na tela o relatório completo, para o caso de alguma dúvida específica. Todo cuidado é pouco em apresentações de pesquisa. Trata-se uma missão árdua e, em alguns casos, inglória.
    Quando inglória, a missão de apresentar pesquisa se depara com comportamentos dos que recebem resultados. Alguns contratantes de pesquisa formulam expectativas sobre os resultados. Essas expectativas servirão para qualificações subjetivas acerca da relevância e da qualidade dos relatórios. Para esse tipo de contratante, se os resultados forem piores que os esperados, a pesquisa está incorreta. Caso os resultados sejam melhores que os esperados, o analista “puxa-saco” quer agradar o contratante. Agora, se os resultados alcançarem exatamente as expectativas, os custos foram desperdiçados, a contratação da pesquisa foi desnecessária, uma vez que apontou o que já se sabia.
    Pesquisas podem servir a três propósitos básicos: descobrir problemas, apontar soluções e confirmar impressões. O briefing é a essência de pesquisas que não se destinam à gaveta, sem uso prático.

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    Fábio Gomes
    Fábio Gomes
    Doutor em Ciência Política pelo IESP/UERJ, mestre em Comunicação Social e professor universitário. Trabalhou por 17 anos como jornalista de O Globo, onde criou e coordenou em 2014 o Núcleo de Jornalismo de Dados. É especialista em análise de dados e pesquisas quantitativas. Entre 2017 e 2018, foi coordenador-adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ, onde foi também pesquisador do Congresso em Números

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