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    CASTELO DE CARTAS DA “NOVA CLASSE MÉDIA” BRASILEIRA

    Por Fábio Gomes em 10 de julho de 2017

    No interior do barraco da comunidade, o ambiente mescla retratos de um passado recente e da volta de um outro passado, mais remoto, que se desejava esquecer. Uma criança assiste à TV com uma enorme boneca nos braços enquanto a sua avó vasculha a geladeira desbastecida, na lembrança de um tempo em que o pão de cada dia não faltava. As fotos da matéria de O Globo de domingo último, “Fome volta a assombrar famílias”, ilustra a insegurança alimentar que parecia vencida.
    Foi um alvoroço entre grupos de acadêmicos, governistas, jornalistas, vendedores de lojas. Uma nova economia fizera famílias evoluírem da extrema pobreza para a economia de subsistência e alcançarem o consumo que lhes dera o status de “nova classe média”. Nasceram, no período, especialistas em nova classe média, empresas especializadas em nova classe média, governistas que criaram a nova classe média. E de repente… a nova classe social se foi.
    Os sintomas da crise econômica, que abalava economias robustas de países do primeiro mundo, foram adiados e, em seu lugar, estava a retórica do governo federal à época, que apresentava como solução a motivação ao consumo com base no reforço de benefícios sociais e corte de impostos para alguns produtos que agitavam o comércio. Em pesquisa qualitativa realizada em diversas capitais pelo Instituto Informa, avaliamos a opinião de beneficiários do Bolsa Família. Antes dos primeiros sintomas da crise econômica e da recessão percebidas hoje, as famílias narravam preocupação como quem percebia o que estaria por vir. Os beneficiários entrevistados apresentavam satisfação com os benefícios, mas queriam mais do que soluções temporárias, desejavam, como diziam, “além de receber o peixe, aprender a pescar”.
    Não se pode abrir mão de políticas de combate à miséria e à fome. Mas é preciso mais do que isso para mudar a vida das famílias da extrema pobreza. Igualdade de condições, desde a gestação ao túmulo, é o verdadeiro (e nada simples) modelo capaz de mudar as estruturas sociais de um país. Retóricas governistas… não seriam necessárias com ações assim.

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    Fábio Gomes
    Fábio Gomes
    Doutor em Ciência Política pelo IESP/UERJ, mestre em Comunicação Social e professor universitário. Trabalhou por 17 anos como jornalista de O Globo, onde criou e coordenou em 2014 o Núcleo de Jornalismo de Dados. É especialista em análise de dados e pesquisas quantitativas. Entre 2017 e 2018, foi coordenador-adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ, onde foi também pesquisador do Congresso em Números

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