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    COMUNICAÇÃO DA FÉ

    Por Fábio Gomes em 14 de julho de 2017

    Certo dia, um bispo de uma denominação evangélica neopentecostal propôs a mim uma questão: “Como você nos vê?”. Desconversei, dizendo que minha especialidade era interpretar como os públicos veem. Ele insistiu: “Quero saber a sua opinião!”. Temendo a reação, tomei coragem, um pouco de água e apontei minha impressão: “Por não haver doutrina, não os considero uma Igreja.”. O Bispo e mais alguns assistentes da Igreja inclinaram-se sobre a mesa do almoço, ao mesmo tempo , como em uma coreografia. E veio mais uma pergunta do bispo: “E o que acha que somos?”. “Motivadores da fé.” – disse eu. O bispo bateu com as duas mãos na mesa e falou para todo o salão do restaurante de um área nobre de São Paulo ouvir: “Mas é isso que o povo deve ver!”.
    A missão deixada por Cristo é sublime: Ide e pregai! Simples assim! A mensagem da cruz é a da remissão, da restauração, do eterno. Os significados dessa mensagem são poderosíssimos. No entanto, mesmo com uma mensagem essencialmente altruísta, algumas denominações religiosas, especificamente algumas (não todas) evangélicas neopentecostais (teologia da prosperidade) anunciam com mais intensidade proposições menos nobres em termos cristãos: provações da fé (e, em alguns casos, enriquecimento de líderes).
    Os evangélicos de missão (metodistas, presbiterianos, batistas) apresentam comunicação mais tímida, sem acesso aos grandes veículos. Essas denominações não têm o discurso agressivo das arrecadações financeiras, a essência do discurso é a salvação da alma… menos intensidade para o tema dos sucessos terrenos – embora seja inegável o papel seminal dessas denominações na inspiração do “espírito capitalista” (Max Weber) e na formação de poderosas nações, como os EUA.
    Os pentecostais, em cultos com mais alaridos, buscam mais as experiências espirituais com o Espírito Santo. Não se ligam ao tema da prosperidade, mas sim aos de natureza espiritual, dos dons espirituais.
    É nítido o crescimento dos evangélicos no Brasil. Mas não se pode alocar os evangélicos como se compusessem um grupo homogêneo. A mensagem de cada linha diz muito sobre o perfil de seus membros – o que pensam sobre Deus, sobre a vida, sobre o voto e sobre o consumo -embora seja imperativo notar que traços conservadores estão presentes, com alguma variação de rigor, em cada uma das denominações.

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    Fábio Gomes
    Fábio Gomes
    Doutor em Ciência Política pelo IESP/UERJ, mestre em Comunicação Social e professor universitário. Trabalhou por 17 anos como jornalista de O Globo, onde criou e coordenou em 2014 o Núcleo de Jornalismo de Dados. É especialista em análise de dados e pesquisas quantitativas. Entre 2017 e 2018, foi coordenador-adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ, onde foi também pesquisador do Congresso em Números

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