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    TEM RAZÃO A ESCOLHA DAS PESSOAS?

    Por Fábio Gomes em 21 de julho de 2017

    No título deste artigo, parafraseio o Professor Fernando Guilherme Tenório (EBAPE-FGV), meu orientador no mestrado, ao intitular sua obra que retrata o tema da racionalidade na administração. Inúmeras teses defendem os extremos dos processos de decisão: desde escolhas com base em emoções e impulsos  – com completa ausência de racionalidade -, passando por variadas porções de idiossincrasias, até os processos de escolhas racionais, calculadas cuidadosamente. Seja para a escolha de um candidato ou de um sabonete, as escolhas são sempre racionais? São sempre emocionais?  A obra “Rápido e devagar – duas formas de pensar “, que garantiu a Daniel Kahneman, com Amos Tvesky, o Prêmio Nobel de Economia em 2002, retrata  os processos de decisão, do pensamento e do comportamento humano. Kahneman navega entre os extremos, apontando elementos de dois “eus” nos processos de escolha: o “eu” da experiência e o “eu” da lembrança. Um equilíbrio sadio entre as vertentes míopes da “publicidade oba-oba” e a matematização comportamental dos algoritmos.

    Matéria do Valor Econômico dessa quinta-feira traz o título “Inteligência artificial continua longe de dominar Wall Street”. Não é por menos, afinal foram muitas previsões estapafúrdias que causaram muitos prejuízos aos barões do sistema financeiro americano. Os padrões comportamentais estudados por sofisticados modelos matemáticos por vezes não reconhecem os variados efeitos da racionalidade das escolhas e da formação de comportamentos sociais. Os falsos padrões detectados por análises algorítmicas podem causar muitos estragos nos processos de decisão. Sempre haverá um “gênio” vendendo a “descoberta” de um padrão comportamental do tipo: “Tanto a idade de minha avó quanto o aumento da temperatura na terra crescem no tempo – a velhinha tem culpa sobre o derretimento das geleiras na Antártida”.

    As escolhas têm razão, têm emoção. É preciso que sejam estudadas sem atalhos, sem modelos fantasiosos, sem preguiça.

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    Fábio Gomes
    Fábio Gomes
    Doutor em Ciência Política pelo IESP/UERJ, mestre em Comunicação Social e professor universitário. Trabalhou por 17 anos como jornalista de O Globo, onde criou e coordenou em 2014 o Núcleo de Jornalismo de Dados. É especialista em análise de dados e pesquisas quantitativas. Entre 2017 e 2018, foi coordenador-adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ, onde foi também pesquisador do Congresso em Números

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